A Vigilância Permanente do Céu

Ver grande é uma coisa, mas gerenciar prioridades é mais importante. A era dos telescópios gigantes não assina a morte de “pequenos” instrumentos universitários de 0,5 a 3 m de abertura. De fato, longe de serem peças de museu, os “pequenos” telescópios têm a vantagem de serem numerosos e muito mais disponíveis do que os gigantes da astronomia, cujas sessões de observação são planejadas com meses de antecedência.

O importante é sempre ter a capacidade de poder usar algo

No âmbito dos programas de monitoramento de asteróides, em particular asteroides próximos à Terra (NEAs) gravitando perto da Terra, esses telescópios são os primeiros solicitados para garantir a observação permanente do céu, que não pode mais garantir os maiores telescópios.

Desde 1995, pequenos telescópios foram instalados no Kitt Peak (programa Spacewatch) e especialmente no Catalina Observatory (programa CSS), apoiado por uma rede de amadores experientes equipados com telescópios de 200 a mais de 500 mm. diâmetro monitorar o céu. A cada ano, essa comunidade com olhos afiados descobre cerca de 1000 novos asteróides, além de vários fenômenos transitórios (supernovas, etc.).

Como recentemente no Brasil que um grupo de astrônomos amadores brasileiros detectou um asteroide que passou a “apenas” 71.400 km da Terra na noite da quinta-feira 25 de julho de 2019. Os sócios do Observatório Sonear, de Minas Gerais, foram os primeiros a rastrear o corpo celeste e alertaram a União Astronômica Internacional (UAI) sobre a descoberta.

O seu nome é Asteroid 2019 OK tem entre 50 e 130 metros de diâmetro e é o maior a passar a uma distância tão pequena da Terra desde o começo deste ano. Sua velocidade estimada ao redor do Sol é de entre 50 e 60.000 km/h.

O corpo celeste não representou risco real, mas ficou a uma distância considerada pequena do nosso planeta. Para efeito de comparação, a Lua está a 384.000 quilômetros, uma distância cinco vezes maior do que a do 2019 OK.

Assim que as pessoas descobriram sua localização, informaram a União Astronômica Internacional (UAI), com sede na França, para que outros astrônomos pudessem observá-lo.

Entre esses corpos, a cada ano descobrimos, em média, 21 NEO medindo mais de 1 km movendo-se perto da Terra, mas também às vezes pequenos corpos medindo apenas 10 ou 15 m de diâmetro e podem causar um desastre regional. Voltaremos em outro artigo sobre as histórias de impacto e o gerenciamento desse risco.

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